
O diretor dos quatro últimos filmes da saga, David Yates, junto ao roteirista Steve Kloves, concederam uma nova entrevista ao Baltimoresun onde nela, os dois conversaram muito sobre Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte. Junto aos dois, o produtor David Heyman conversou com a revista Empire sobre a série.
Yates e Kloves falaram sobre a escalação de Jim Broadbent (Horácio Slughorn) para o sexto filme, também citaram o motivo dos cortes de algumas cenas das memórias de Tom Riddle em Enigma do Príncipe, o pensamento de Yates sobre os 2 filmes que ele fez da série e os dois próximos, a duração do sexto filme, entre outros assuntos.
Sobre as cenas de Tom Riddle, Kloves comenta:
Enquanto Yates “curtia os flashbacks que aconteciam em incidentes separados, ele não achava que era satisfatório colocá-los no roteiro. Em outras palavras, elas debilitavam a experiência dramática em seu ponto de vista e ele sentia que nós precisávamos de nos concentrar exclusivamente às memórias que informavam particularmente o enredo da história - a história que eu estava, em grande medida, contando.”
David Heyman falou sobre o fim da série para ele, o quanto ele quer aproveitar os últimos momentos disso, e também sobre Alfonso Cuarón (diretor de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, em 2004).
Tradução da entrevista de David Yates e Steve Kloves ao Baltimoresun
O herói cultural à ser vencido ainda é o estudante britânico que usa óculos. Em seu último lançamento, Harry Potter e a Ordem da Fênix, recebeu mais de US$900 milhões no mundo todo e foi frequentemente considerado o melhor do gênero. Fãs famintos por mais Quadribol choraram tristemente quando o estúdio, a Warner Bros., adiou a data de estreia do próximo filme, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, de 21 de Nov. para 15 de Jul. [17 de Julho no Brasil], precisamente para capitalizar o público do clima quente [frio no Brasil] que ajudou tanto a Ordem da Fênix. Mas os especialistas de Harry Potter começaram a perceber que Enigma do Príncipe pode oferecer uma outra cativante aventura de fantasia e um vislumbre para o futuro da franquia. Não só Ordem da Fênix, o diretor David Yates retornou para Enigma do Príncipe: Enquanto colocam os toques finais nele, ele está também editando Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1 e filmando a Parte 2. A supervisão de Yates para os quatro filmes de Harry Potter, duas vezes mais que Chris Columbus (que começou os filmes da série), fez dele a pessoa que exerceu a maior influência que qualquer um exceto J.K. Rowling encima do legado da série - embora Yates, como qualquer outro diretor de Harry Potter, desviou todos os elogios para Rowling. Até mesmo quando nomes internacionais como Alfonso Cuarón e Mike Newell, que fizeram os filmes de Harry Potter (Cuarón com Prisioneiro de Azkaban e Mike com Cálice de Fogo), a reputação de Rowling como a autora original da série ofusca eles. Dois anos depois da estreia de Ordem da Fênix, Yates ainda é melhor conhecido por dirigir as minisséries da BBC. Embora poucos tivessem dado à ele o crédito por criar o maior sucesso de estreia de todos os tempos, Yates diz que seu anonimato cai bem nele. Falando pelo seu celular na Inglaterra, ele atribui o seu sucesso ao “salto incrível da franquia”, ele disse: “Eu estava emocionado pois fizemos tão bem, nós não estávamos esperando em fazer tudo certinho. Você está sempre pensando, um filme tão sucedido como esse poderia simplesmente sumir de bilheteria, mas ele não mostra nenhum sinal disso. É algo extraordinário.” Os filmes de Harry Potter possuem uma gigante obrigação que Yates não tinha tempo de refletir no que ele estava se envolvendo em 2005. “Havia uma acentuada curva de aprendizado; eu simplesmente pulei nela e segui em frente com isso”. E precisamente porque a série tem se tornado um sucesso comercial, “no estúdio as pessoas são bastante confidenciadas sobre todo o empreendimento do filme”. E o que fez sua transição da TV para os filmes: “muito mais fácil, todo mundo sabe que esses filmes devem ser dirigidos. E também, eu costumava gravar TV como se estivesse fazendo filmes.” Decidindo algumas escolhas do elenco em Ordem da Fênix, Enigma do Príncipe e Relíquias da Morte, Yates está trazendo aos filmes um sabor de britânicos mais acerbos, com uma estupidez de fantasia. O mais chamativo novo personagem é Horácio Slughorn, o amigo-de-nomes-famosos, professor de poções em Hogwarts. Yates colocou Jim Broadbent no papel. “Eu tinha trabalhado com Jim antes, e é onde você mais vê minha sensibilidade Britânica. Jim como ator é o critério para a sensibilidade Britânica. Ele entende as pessoas da classe média, e suas necessidades para progresso social e de querer ser reconhecidas que eles têm alcançado um progresso social. Ele tem construído sua carreira na interpretação dessas características. Ele é catastrófico mas é também muito engraçado.” Bondade, decência e paciência são as qualidades pessoais que desenham a lealdade dos colaboradores de Yates. O roteirista Steve Kloves, um diferenciado diretor, tem trabalhado com Yates em Enigma do Príncipe e Relíquias da Morte I e II. Ele disse que Yates, com sua “vasta paciência”, é uma coisa boa de ter nos filmes de Harry Potter “porque livros são difíceis de serem encaixados na tela.” Kloves, o roteirista de todos a não ser um filme de Harry Potter (Ordem da Fênix), escreveu seus primeiros rascunhos que pretendem “em ser desejáveis e práticos” em seu desejo de conservar os detalhes de Rowling. “Desejável, no sentido de conseguir por o livro inteiro e prático no sentido de eu saber que meu lado desejável é insano.” Enigma do Príncipe apresenta desafios por causa de “uma série de memórias que informam o passado e o presente.” Enquanto Yates “curtia os flashbacks que aconteciam em incidentes separados, ele não achava que era satisfatório colocá-los no roteiro. Em outras palavras, elas debilitavam a experiência dramática em seu ponto de vista e ele sentia que nós precisávamos de nos concentrar exclusivamente às memórias que informavam particularmente o enredo da história - a história que eu estava, em grande medida, contando.” Yates diz, “Nós temos conversas com frequência sobre continuar em pensar se ‘Os fãs realmente gostarão se nós tirarmos isso?’. Algumas escolhas podem ser certas para a estrutura do filme mas isso irá fazer os fãs incomodados.” Yates queria “ter certeza de que os fãs estão felizes” e dizer que ele sempre tira partes do livro “arrependidamente”, mas sua meta é de fazer “a melhor adaptação que irá garantir duas horas e meia no escuro”.
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